a noosfera

Versando sobre o mundo e a política!



Quinta-feira, Setembro 29, 2005

ENQUANTO ISSO... NA PAULICÉIA!!!

O governador Geraldo 'picolé de chuchu' Alkimim, queridinho e blindado (essa é a palavra da moda) pela mídia, vai aprontando das suas. É isso, é desse gerente que precisamos!

Via: Folha Online Educação - 28/09/2005

Assembléia decide manter veto de Alckmin a verbas para Educação

da Folha Online

Em votação simbólica, o plenário da Assembléia Legislativa de São Paulo manteve nesta quarta-feira o veto do governador Geraldo Alckmin (PSDB) a mecanismos da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2006 que aumentariam as verbas para Educação.

A deliberação, determinada durante uma sessão extraordinária, ignora as pressões e manifestações promovidas há semanas por estudantes e servidores da USP, Unesp e Unicamp.

Enquanto a LDO tramitou na Casa, os parlamentares aprovaram emendas que aumentavam a parcela do orçamento destinada ao setor de 30% para 31% e que destinavam 10% da quota de ICMS revertida ao Estado para as universidades públicas. Hoje, são 9,57%.

Outra emenda determinava ainda o destino de 1% da mesma verba, proveniente do ICMS, aos Ceetps (Centros Paula Souza).

Alckmin vetou as emendas e alegou que o percentual fixo do Orçamento para a Educação já é muito alto. De acordo com o governador, a elevação poderia prejudicar outras áreas.

O projeto de lei que trata do Orçamento chega à assembléia amanhã (29) e deverá ser votado até o final do ano, em um único turno.


postado por: NOOS 9/29/2005 10:42:14 AM



PIADINHA!!!

Pensei que já tinha visto tudo no mundo. O Bolsonaro deve estar tramando o fechamento do congresso novamente.



postado por: NOOS 9/29/2005 10:31:46 AM



NOTA CRETINA, OU SERIA... COLUNISTA CRETINO!?!?!

Via: O Estado de São Paulo - Caderno 2 - 29/09/2005 - PERSONA (by: Cesar Giobbi)

Pena mesmo

Lembram quando o prefeito José Serra tomou posse, que todo mundo dizia: "Que sorte para São Paulo, o prefeito e o governador do mesmo partido!" Seria mesmo, se os dois não se tivessem tornado pré-candidatos do PSDB à sucessão de Lula. Quem trabalha nas duas administrações já percebeu que as coisas azedaram de um jeito inesperadamente rápido entre os dois lados. Qualquer assessor, de qualquer lado, que invente um projeto para envolver as duas administrações vai ouvindo sempre de uma voz superior: " Nem pensar!" Uma pena...

Comentário: Não sei o que á mais cretino, se a nota ou o colunista 'cafetão' Giobbi; talvez os dois!?!?!

postado por: NOOS 9/29/2005 09:45:06 AM



Quarta-feira, Setembro 21, 2005

NÃO QUERIAM??? ELA FALOU!!!

Pois então, a imprensa ofendeu, fez 'chacota'... Queria - a todo custo - romper o 'silêncio dos intelectuais' petistas, para isso estes foram personificados na filósofa 'Marilena Chaui'. Ela, atacada diuturnamente, finalmente FALOU.

Acho que eles não vão gostar de ouvir o que ela disse.

Entre os Frias e os Mesquitas; entre os Álvaro Dias e Artur Virgílio; e principalmente, entre Chaui e FHC, claro que ficou com ela. Então, reproduzo na íntegra carta dela a seus alunos:

"Prezados alunos,

soube, por alguns colegas professores, que muitos de vocês estão intrigados ou perplexos com meu suposto "silêncio". Digo suposto porque, como lhes mostrarei a seguir, essa imagem foi construída pelos meios de comunicação, particularmente pela imprensa. Na verdade, tenho falado bastante em vários grupos de discussão política que se formaram pelo país, mas tenho evitado a mídia e vou lhes dizer os motivos. Antes de fazê-lo, porém, quero fazer algumas observações gerais.

1. Vocês devem estar lembrados de que, durante o segundo turno das eleições presidenciais, a mídia (imprensa, rádio e televisão) afirmava que Lula não iria poder governar por causa dos radicais do PT, isto é, pessoas como Heloisa Helena, Babá e Luciana Genro. Você não acham curioso que, de meados de 2003 e sobretudo hoje, essas pessoas tenham sido transformadas pela mesma mídia em portadores da racionalidade e da ética, verdadeiros porta-vozes de um PT que foi traído e que teria desaparecido? Como indagava o poeta: "Mudou o mundo ou mudei eu?". Ou deveríamos indagar: a mídia é volúvel ou possui interesses muito claros, instrumentalizando aqueles podem servi-los conforme soprem os ventos?

2. Vocês devem estar lembrados de que, desde os primeiros dias do governo Lula, uma parte da mídia, manifestando preconceito de classe, afirmava que, o presidente da República, não tendo curso universitário nem sabendo falar várias línguas, não tinha competência para governar? Cansando dessa tecla, que não surtia resultado, passou-se a ironizar e criticar os discursos de Lula e seus improvisos. Não tendo isso dado resultado, passou-se a falar o populismo presidencial, isto é, a forma arcaica do governo. Como isso também não deu resultado, passou-se a falar num país à beira da crise, alguns chegando a dizer que estávamos numa situação parecida com a de março de 1964 e, portanto, às vésperas de um golpe de Estado! Como o golpe não veio (ele veio agora, sob a forma de um golpe branco), passou-se a falar em crise do governo (as divergências entre Palocci e Dirceu) e em crise do PT (as divergências entre as tendências).

Penso que um dos pontos altos dessa seqüência foi um artigo de um jornalista que dizia que, na arma do policial que matou o brasileiro em Londres, estava a impressão digital de Lula, pois não criando empregos, forçara a emigração! Além de delirante, a afirmação ocultava: a) que aquele brasileiro estava na Inglaterra há cinco anos (emigrou durante o governo FHC); b) estavam publicados os dados de crescimento do emprego no Brasil nos últimos dois anos. Eu poderia prosseguir, mas creio ser suficiente o que mencionei para que se perceba que estamos caminhando sobre um terreno completamente minado.

3. As duas primeiras observações me conduzem a uma terceira, que julgo a mais importante. Vocês sabem que, entre os princípios que norteiam a vida democrática, o direito à informação é um dos mais fundamentais. De fato, na medida em que a democracia afirma a igualdade política dos cidadãos, afirma por isso mesmo que todos são igualmente competentes em política. Ora, essa competência cidadã depende da qualidade da informação cuja ausência nos torna politicamente incompetentes. Assim, esse direito democrático é inseparável da vida republicana, ou seja, da existência do espaço público das opiniões. Em termos democráticos e republicanos, a esfera da opinião pública institui o campo público das discussões, dos debates, da produção e recepção das informações pelos cidadãos. E um direito, como vocês sabem, é sempre universal, distinguindo-se do interesse, pois este é sempre particular. Ora, qual o problema? Na sociedade capitalista, os meios de comunicação são empresas privadas e, portanto, pertencem ao espaço privado dos interesses de mercado; por conseguinte, não são propícios à esfera pública das opiniões, colocando para os cidadãos, em geral, e para os intelectuais, em particular, uma verdadeira aporia, pois operam como meio de acesso à esfera pública, mas esse meio é regido por imperativos privados. Em outras palavras, estamos diante de um campo público de direitos regido por campos de interesses privados. E estes sempre ganham a parada.

Apesar de tudo o que lhes disse acima, fiz, como os demais (no mundo inteiro, aliás), uso dos meios de comunicação, consciente dos limites e dos problemas envolvidos neles e por eles. Exatamente por isso, hoje, vocês perguntam por que não os usei para discutir a difícil conjuntura brasileira. Tenho quatro motivos principais para isso. O primeiro, é de ordem estritamente pessoal. Os que fizeram meu curso no semestre passado sabem que mal pude ministrá-lo em decorrência do gravíssimo problema de saúde de minha mãe. Aos 91 anos, minha mãe, no dia 24 de fevereiro, teve um derrame cerebral hemorrágico, permaneceu em coma durante dois meses e, ao retornar à consciência, estava afásica, hemiplégica, com problemas renais e pulmonares. De fevereiro ao início de junho, permaneci no hospital, fazendo-lhe companhia durante 24 horas. Cancelei todos os meus compromissos nacionais e internacionais, não participei das atividades do ano Brasil-França, não compareci às reuniões do Conselho Nacional de Educação, não participei das reuniões mensais do grupo de discussão política e não prestei atenção no que se passava no país. Assim, na fase inicial da crise política, eu não tinha a menor condição, nem o desejo, de me manifestar publicamente.

O segundo motivo foi, e é, a consciência da desinformação. Vendo algumas sessões das CPIs e noticiários de televisão, ouvindo as rádios e lendo jornais, dava-me conta do bombardeio de notícias desencontradas, que não permitiam formar um quadro de referência mínimo para emitir algum juízo. Além disso, pouco a pouco, tornava-se claro não só que as notícias eram desencontradas, mas que também eram apresentadas como surpresas diárias: o que se imaginava saber na véspera era desmentido no dia seguinte. Mas não só isso. Era também possível observar, sobretudo no caso dos jornais e televisões, que as manchetes ou "chamadas" não correspondiam exatamente ao conteúdo da notícia, fazendo com que se desconfiasse de ambos. A desinformação (como disse alguém outro dia: "da missa, não sabemos a metade"), não permitindo análise e reflexão, pode levar a opiniões levianas, num momento que não é leve e sim grave.

Além disso, a notícia já é apresentada como opinião, em lugar de permitir a formação de uma opinião. Por isso mesmo, a forma da notícia tornou-se assustadora, pois indícios e suspeitas são apresentados como evidências, e, antes que haja provas, os suspeitos são julgados culpados e condenados. Esse procedimento fere dois princípios afirmados em 1789, na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, quais sejam, todo cidadão é considerado inocente até prova em contrário e ninguém poderá ser condenado por suas idéias, mas somente por seus atos. Ora, vocês conhecem o texto de Hegel [filósofo alemão, 1770-1831], na "Fenomenologia do Espírito", sobre o Terror (em 1793), isto é, a transformação sumária do suspeito em culpado e sua condenação à morte sem direito de defesa, morte efetuada sob a forma do espetáculo público. Essa perspectiva, como vocês também sabem, é também desenvolvida por Arendt [Hannah Arendt, filósofa alemã, naturalizada norte-americana, 1906-1975] e Lefort [Claude Lefort, filósofo francês] a respeito dos totalitarismos e seus tribunais, e para isso ambos enfatizam, na Declaração de 1789, o princípio referente à não criminalização das idéias, assinalando que nos regimes totalitários a opinião dissidente é tratada como crime.

Assim, na presente circunstância brasileira, a impressão geral deixada pela mídia é da mescla de espetáculo e terror, tornando mais difícil do que já era manifestar idéias e opiniões nela e por meio dela.

Meu terceiro motivo será compreendido por vocês quando lerem os artigos de jornal que inseri no final desta carta. Um artigo foi escrito antes da posse de Lula ["Desconfiança saudável", na Folha, em 8.dez.2002], alertando para o risco de uma "transição", isto é, um acordo com o PSDB. Os outros dois foram escritos em 2004, quando do "caso Waldomiro" [ambos na Folha: "A disputa simbólica", em 18.fev.2004, e "Em prol da reforma política", em 11.mar.2004]. Ambos insistem na necessidade urgente da reforma política. Os fatos atuais (ou o que aparece como fato) não modificam em nada o que escrevi há quase um ano, pelo contrário, reforçam o que havia dito e por isso não vi razão para voltar a escrever, pois eu escreveria algo ridículo, do tipo: "Como já escrevi no dia tal em tal lugar...". Ou seja, se meu segundo motivo me leva a considerar que não há a menor condição para opinar no varejo sobre cada fato ou notícia, o meu terceiro motivo é que, no que toca ao problema de fundo, já me manifestei publicamente.

Resta o quarto motivo. Aqui, há duas ordens diferentes de fatos que penso ser necessário apresentar. A primeira, se refere ao ciclo "O Silêncio dos Intelectuais"; a segunda, à atitude da mídia. Há 20 anos, Adauto Novais organiza anualmente ciclos internacionais de conferências e debates sobre temas atuais. Sempre com um ano de antecedência, Adauto se reúne com alguns amigos para discutir e decidir o tema do ciclo. Participo desse grupo de discussão. Em abril de 2004, quando nos reunimos para decidir o ciclo de 2005, alguns membros do grupo (entre os quais, eu) preparavam-se para um colóquio, na França, cujo tema era "Fim da Política?", outros iam participar de um seminário, nos Estados Unidos, sobre o enclausuramento dos intelectuais nas universidades e centros de pesquisa, e outros iniciavam os preparativos para a comemoração do centenário de Sartre, símbolo do engajamento político dos intelectuais.

Nesse ambiente, acabamos propondo que o ciclo discutisse a figura contemporânea do intelectual e Adauto propôs como título "O Silêncio dos Intelectuais". Uma vez feitos os convites nacionais e internacionais aos conferencistas, recebidas as ementas e organizada a infra-estrutura, Adauto fez o que sempre faz: com muitos meses de antecedência, conversou com jornalistas, passou-lhes as ementas, explicou o sentido e a finalidade do ciclo.

Ou seja, no início de 2005, a imprensa tinha conhecimento do ciclo e de seu título. E eis que, de repente, não mais que de repente, durante a crise política, alguns falaram do "Silêncio dos Intelectuais", referindo-se aos intelectuais petistas! Curiosa escolha de título para uma matéria jornalística... ["O silêncio dos inocentes", reportagem da Folha em 19.jun.2005] Veio assim, sem mais nem menos, por pura inspiração. Mais curiosa ainda foi essa escolha, se se considerar que, ao longo de 2005, praticamente todos os intelectuais petistas (talvez com exceção de Antonio Candido e de mim) se manifestaram em artigos, entrevistas, programas de rádio e de televisão!!! Onde o silêncio? Como eu lhes disse, notícias são produzidas sem ou contra os fatos. E com as notícias vieram as versões e opiniões, os julgamentos sumários e as desqualificações públicas, culminando no tratamento dado ao ciclo, quando este se iniciou.

A mídia decidiu que o ciclo se referia aos intelectuais petistas, apesar de saber que fora pensado em 2004, de ler as ementas, de haver participantes que não são petistas, para nem falar dos conferencistas estrangeiros. O ciclo virou espetáculo.

Uma revista afirmou que, entre os patrocinadores (Minc, Petrobras e Sesc), estavam faltando os Correios. Uma outra afirmou que os participantes eram intelectuais do tipo "porquinho prático" (não explicou o que isso queria dizer). Um jornal colocou a notícia da primeira conferência (a minha) no caderno de política, sob a rubrica "Escândalo do Mensalão", com direito a foto etc.

A segunda ordem de fatos está diretamente relacionada comigo. Quando publiquei o artigo sobre o "caso Waldomiro", um jornalista escreveu uma coluna na qual me dirigiu todo tipo de impropérios e usou expressões e adjetivos com que me desqualificava como pessoa, mulher, escritora, professora e intelectual engajada.

Não respondi. Apenas escrevi o segundo artigo, sobre a reforma política, e dei por encerrada minha intervenção pública por meio da imprensa. A partir de então, além de não publicar artigos em jornais, decidi não dar entrevistas a jornais, rádios e televisões (dei entrevistas quando tomei posse no Conselho Nacional de Educação porque julgo que, numa República, alguém indicado para um posto público precisa prestar contas do que faz, mesmo que os meios disponíveis para isso não sejam os que escolheríamos). A seguir, veio a doença de minha mãe e, depois, a crise política como espetáculo.

No entanto, paradoxalmente, não fiquei fora da mídia: houve, por parte de jornais, revistas, rádios e televisões, solicitações diárias de entrevistas e de artigos; a matéria jornalística "O silêncio dos Intelectuais", não tendo obtido entrevista minha, citava trechos de meus antigos artigos de jornal; matérias jornalísticas sobre o PT e sobre os intelectuais petistas traziam, via de regra, uma foto minha, mesmo que nada houvesse sobre mim na notícia.

Finalmente, quando se iniciou o ciclo sobre o silêncio dos intelectuais, um jornal estampou minha foto, colocou em maiúsculas NÃO FALO (resposta que dei a um jornalista que queria uma entrevista quando da reunião dos intelectuais petistas com Tarso Genro, em São Paulo) e o colunista concluía a matéria dizendo que o silêncio dos intelectuais petistas era, na verdade, o silêncio de Marilena Chaui, o qual seria rompido com a conferência ["Ciclo expõe mal-estar e silêncio da academia", reportagem da Folha em 21/08/2005].


Resultado: jornais e revistas, com fotos minhas, não deram uma linha sequer sobre a conferência, mas pinçaram trechos dos debates, sem mencionar as perguntas nem dar por inteiro as respostas e seu contexto, transformando em discurso meu um discurso que não proferi tal como apresentado.

E entrevistaram tucanos (até as vestais da República, Álvaro Dias e Artur Virgílio!!!), pedindo opinião sobre o que decidiram dizer que eu disse! E os entrevistados opinaram!!! Num jornal do Rio de Janeiro e num de São Paulo, FHC disse uma pérola, declarando que por não entender de Espinosa, não fala nem escreve sobre ele e que eu, como não entendo de política, não deveria falar sobre o assunto. Como vocês podem notar, o princípio democrático, segundo o qual todos os cidadãos são politicamente competentes, foi jogado no lixo.

Qual é o sentido disso? Deixo de lado o fato de ser mulher, intelectual e petista (embora isso conte muitíssimo), para considerar apenas o núcleo da relação estabelecida comigo. A mídia está enviando a seguinte mensagem: "Somos onipotentes e fazemos seu silêncio falar. Portanto, fale de uma vez!" É uma ordem, uma imposição do mais forte ao mais fraco. Não é uma relação de poder e sim de força.

Vocês sabem que a diferença entre a ordem humana, a ordem física e a ordem biológica (para usar expressões de Merleau-Ponty [filósofo francês, 1908-1961]) decorre do fato de que as duas últimas são ordens de presença enquanto a primeira opera com a ausência. As leis físicas se referem às relações atuais entre coisas; as normas biológicas se referem ao comportamento adaptativo com que o organismo se relaciona com o que lhe é presente; mas a ordem humana é a do simbólico, ou seja, da capacidade para relacionar-se com o ausente.

É o mundo do trabalho, da história e da linguagem. Somos humanos porque o trabalho nega a imediateza da coisa natural, porque a consciência da temporalidade nos abre para o que não é mais (o passado) e para o que ainda não é (o futuro), e porque a linguagem, potência para presentificar o ausente, ergue-se contra nossa violência animal e o uso da força, inaugurando a relação com o outro como intersubjetividade.

Num belíssimo ensaio sobre "A Experiência Limite", Blanchot [Maurice Blanchot, escritor e crítico francês, 1907-2003] marca o lugar preciso em que emerge a violência na tortura de um ser humano. A violência não está apenas nos suplícios físicos e psíquicos a que é submetido o torturado; muito mais profundamente ela se encontra no fato horrendo de que o torturador quer forçar o torturado a lhe dar o dom mais precioso de sua condição humana: uma palavra verdadeira.

NÃO FALO.

Vocês já leram La Boétie [Étienne de la Boétie, filósofo francês, 1530-1563, amigo do filósofo Michel de Montaigne]. Sabem que a servidão voluntária é o desejo de servir os superiores para ser servido pelos inferiores. É uma teia de relações de força, que percorrem verticalmente a sociedade sob a forma do mando e da obediência. Mas vocês se lembram também do que diz La Boétie da luta contra a servidão voluntária: não é preciso tirar coisa alguma do dominador; basta não lhe dar o que ele pede. NÃO FALO.

A liberdade não é uma escolha entre vários possíveis, mas a fortaleza do ânimo para não ser determinado por forças externas e a potência interior para determinar-se a si mesmo. A liberdade, recusa da heteronomia, é autonomia. Falarei quando minha liberdade determinar que é chegada a hora a vez de falar."
(Marilena Chaui)

postado por: NOOS 9/21/2005 12:02:56 PM



Segunda-feira, Setembro 19, 2005

ENTREVISTA COM LUIZ FELIPE DE ALENCASTRO

FALÊNCIA DO GOVERNO LULA PODE TRAZER UMA "ONDA REACIONÁRIA"

Historiador teme o retorno do recalque udenista com seus preconceitos contra os pobres e os negros

FLÁVIA MARREIRO - DA REPORTAGEM LOCAL

Após uma temporada de dois meses no Brasil em crise, Luiz Felipe de Alencastro, professor titular de história do Brasil da Universidade de Paris-Sorbonne, vê por aqui espaço para "uma onda reacionária", impulsionada pela falência do governo Lula e do PT.

Para Alencastro, a eleição do presidente metalúrgico representava uma tentativa de conciliação do país e o resultado negativo da experiência abre espaço para o que ele classifica de "recalque boçal", simbolizado na frase do senador pefelista Jorge Bornhausen (SC) sobre a "raça petista":

"É o retorno do recalque mais boçal do Brasil, da UDN de 1952, que diz que "pobre é pobre porque pobre é burro", que diz "nisso que dá eleger um encanador e uma empregada doméstica para morar no Alvorada", afirmou.

O historiador, que se define como simpatizando do PT e do governo -"Não acredite em cientista político neutro"-, diz que toda a "tribo dos decepcionados" com o governo, como ele, tem sua crônica pessoal da desilusão.

Alencastro narra: o seu mal-estar com o governo começou no discurso de presidente eleito, na avenida Paulista, quando Lula agradeceu os eleitores, o PT e Duda Mendonça. "Já é uma confusão que vem da origem, a idéia de que se pode fazer um contato com o povo por meio da televisão, que se pode entregar mãos e pés. Depois, caixa dois, paraíso fiscal, isso tudo é um pouco conseqüência."

Ele vê na eleição petista, que deu largada ontem, um amadurecimento da vivência política, porque, pela primeira vez, o país estaria acompanhando um debate de idéias interno de um partido -mesmo que a causa disso seja a crise gerada pelo fato de o PT estar no centro do escândalo do "mensalão". "Um partido desse tamanho não acaba de uma hora para outra", diz o historiador.

Alencastro vê uma cenário complicado para Lula em 2006 -pior do que o mostrado pelas pesquisas de opinião. Para ele, as sondagens não captam uma fragilidade que o presidente terá na busca da reeleição: a debandada de aliados e de candidatos fortes petistas nos Estados, responsáveis pela logística de campanha.
Ele concedeu entrevista à Folha na quinta, por telefone. Leia abaixo os principais trechos.

Folha - Qual a importância da eleição interna petista?
Luiz Felipe de Alencastro - Essa eleição é muito importante. Um partido desse tamanho não acaba de uma hora para outra. O que é interessante é que pela primeira vez no Brasil há um acompanhamento pela imprensa e pela opinião pública de uma discussão interna de um partido. Isso nunca houve dentro do PSDB, do PFL, nem se fala da UDN e do PTB. O que havia eram querelas de pessoas, não havia debate de idéias. Mesmo que isso esteja acontecendo pelas más razões, depois de o partido entrar numa crise grave, o PT se expor à opinião pública é um avanço na política do país.

Folha - Mesmo com as manobras de José Dirceu, a saída do Tarso, a divisão das esquerdas?
Alencastro - Eu pessoalmente lamento a retirada do Tarso Genro. Eu espero que haja uma recomposição mais adiante. Mas o fato de ele ter estado na segunda-feira no ato da refundação, do lado do Raul Pont, e estar havendo uma predominância desse PT do Rio Grande do Sul, que tem mais experiência -eles governaram um Estado importante, coisa que o PT de São Paulo nunca fez. E o PT de São Paulo dominava o partido. Um PT, que, como toda a política paulista, é dominado por querelas, e isso é um ponto que o [cientista político] Wanderley Guilherme dos Santos apontou, uma certa desordem que nasce da política paulista, não porque São Paulo seja mais desordeiro que os outros Estados, mas porque é o Estado mais poderoso, com as situações mais extremadas.

Folha - Como avalia o peso dessa querela paulista na eleição do PT?
Alencastro - Isso já estava subjacente na eleição da Câmara. A questão de apoiar ou não a reeleição do João Paulo acabou desestabilizando tudo. Na última hora não houve acordo e o [deputado Luiz Eduardo] Greenhalgh foi chamado. É a querela interna paulista que está por trás da eleição do Severino. Mas acho que a presença do Rio Grande do Sul, a presença do Raul Pont e do Tarso na mesma mesa um bom agouro.

Folha - Nesse evento, Marilena Chaui falou do ódio ao PT e disse que o partido foi o principal motor da democracia no país. Concorda?
Alencastro - Essa frase é retórica política e não deve levar a maiores conseqüências. A única frase grave que houve na crise, e que passou meio batida, é a frase do [senador] Bornhausen [PFL]: "Nós agora vamos nos livrar dessa raça por muitos anos". A maneira de falar da esquerda como raça é um ranço profundo da UDN mais reacionária, de onde o Bornhausen vem, e é isso que está no horizonte de um fracasso do governo Lula e do PT. Não é um retorno da situação anterior, de uma presidência tucana civilizada. É o retorno do recalque mais boçal do Brasil, da UDN de 1952, que diz que "pobre é pobre porque pobre é burro", que diz "nisso que dá eleger um encanador e uma empregada doméstica para morar no Alvorada". Essa é a frase grave.

Folha - Esse clima pode levar a uma onda conservadora?
Alencastro - Pode levar a uma onda reacionária. Não devemos ter medo das palavras. Reacionária é uma palavra que Joaquim Nabuco usava no abolicionismo, não é só uma palavra de marxista. Essa é uma onda reacionária de raiva de pobre, de raiva de trabalhador, que está no horizonte. Isso é uma coisa que me deixou muito chocado. O risco eleitoral é isso se polarizar em torno do [ex-governador] Garotinho, que é o populismo escrachado. A direita mais inteligente, os conservadores mais inteligentes não têm interesse em ver o PT desaparecer.

Via: UOL - FolhaBrasil - 19/09/2005

postado por: NOOS 9/19/2005 10:09:10 AM



Sexta-feira, Setembro 16, 2005

A IRA DOS EXCLUÍDOS

Via: Novae


Ao procurar o PT para negociar a sucessão de Severino, alguns opositores revelam o um temor: o de que Severino revele o que sabe. No governo FHC, era ele o responsável por falar com seus companheiros do baixo clero, com a liberdade de quem conhece a linguagem e as reivindicações desse interlocutor.

Tudo indica que Severino Cavalcanti seja realmente corrupto, mas subempreiteiro da corrupção. Corresponde, no Parlamento, a tipos como Waldomiro Diniz e Maurício Marinho, operadores na ala executiva do poder. Não tendo acesso aos grandes negócios nacionais, como a eles tiveram acesso personalidades destacadas do governo passado, Severino trabalhava no rés do chão, a ponto de exigir participação fixa nos restaurantes da Câmara. Isso, bem se entenda, se provado for.

Vindo de João Alfredo, em Pernambuco, tendo feito, como tantos de seus conterrâneos pobres, a aventura paulista, Severino retornou à sua cidade, a fim de se dedicar à política. Eleito deputado federal, surpreendeu pela rápida liderança que assumiu entre os marginalizados da Câmara dos Deputados. Como em todos os parlamentos do mundo (o Brasil nunca foi exceção) há os que contribuem com suas idéias e os que só podem contribuir com o voto.

Severino se encontra entre os que votam. Já que devem votar, e não dispõem normalmente de idéias, os membros do baixo clero tratam de obter o máximo pela sua possibilidade de decidir na construção de maiorias. Quase sempre, procuram encaminhar recursos para obras visíveis em sua região eleitoral, e de vez em quando tratam de arrecadar dinheiro vivo.

A grande utilidade de Severino, no governo Fernando Henrique, era a de falar com os seus companheiros do baixo clero com a liberdade de quem conhece a linguagem e as reivindicações do interlocutor. Pôde, assim, agir como habilíssimo operador do Sr. Sérgio Motta, na aquisição de votos para as emendas de interesse do presidente, entre elas, a principal, da reeleição.

É nesses fazeres e saberes do parlamentar que se encontra o grande temor dos tucanos. Severino nada tem a perder, porque já terá perdido tudo, ao ter, como se espera, o mandato cassado, passo necessário à sua defenestração do cargo de presidente da Câmara. Está, portanto, disposto a contar tudo o que sabe, e o que sabe não é pouco: é muito.

Por isso, nas últimas horas, alguns oposicionistas tentam, ao negociar com o PT a sucessão de Severino, armar um esquema para desmoralizar todas as informações novas sobre os escândalos que o pernambucano trouxer. É previsível que Severino fale de todos e contra todos, no momento em que até o seu protegido político, o Sr. Ciro Nogueira, lhe admite a degola. Já há mesmo quem, no propósito de invalidar suas prováveis denúncias, identifiquem, no discurso tatibitate do presidente da Câmara, sinais de perturbação mental, eventuais em sua idade.

Por mais rápido e sumário venha a ser o processo de seu afastamento, há prazos regimentais rígidos, e isso fará da próxima semana uma estação de novas angústias. Agosto, como se vê, não acabou no último dia 31: montou-se na garupa de setembro e vem dirigindo os fados.

______________
Mauro Santayana
é colunista político do Jornal do Brasil, diário de que foi correspondente na Europa (1968 a 1973). Foi redator-secretário da Ultima Hora (1959), e trabalhou nos principais jornais brasileiros, entre eles, a Folha de S. Paulo (1976-82), de que foi colunista político e correspondente na Península Ibérica e na África do Norte.



Comentário curto e grosso: TÔ PAGANDO PRA VER!!!


postado por: NOOS 9/16/2005 02:37:49 PM



Quinta-feira, Setembro 15, 2005

COMENTÁRIOS

O sistema de comentar os posts do Blog voltará em breve.

Por ora, estou apanhando e não consigo colocá-lo novamente. Acho que até amanhã estará resolvido.

Apesar de que ou não há leitores neste Blog ou o pessoal não gosta de comentar.

postado por: NOOS 9/15/2005 05:49:16 PM



DASLU NA MIRA

Em depoimento a deputados, secretário Guardia confirma ida de Sofia Alckmin à Fazenda, mas nega favorecimento - Filha de Alckmin intercedeu pela Daslu

Por FÁTIMA FERNANDES e CLAUDIA ROLLI - DA REPORTAGEM LOCAL (Folha de São Paulo - 15/09/2005)

O secretário da Fazenda de São Paulo, Eduardo Guardia, admitiu ontem em depoimento à Assembléia Legislativa que a filha do governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) esteve na sede da secretaria acompanhada por representantes da Daslu. Isso aconteceu quando a loja pedia autorização à Fazenda para instalar um sistema de vendas com caixa único -pouco utilizado no país.

Sofia Alckmin, que já foi vendedora e hoje é responsável pelo setor de novos negócios da loja, esteve na sede da secretaria por pelo menos duas vezes no primeiro semestre deste ano, segundo a Folha apurou. A Daslu entrou com o pedido na Fazenda para operar o caixa único em 7 de abril, segundo informou Guardia. A loja confirmou a ida de Sofia à secretaria.

Por acreditar que a maior loja de luxo do país é protegida pelo governo estadual, já "que o sistema de venda com caixa integrado dificulta o trabalho do fisco", a bancada do PT convocou o secretário a prestar esclarecimentos sobre a fiscalização na loja. Além disso, pediu uma auditoria especial ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE).

Ao prestar esclarecimentos à Comissão de Finanças e Orçamento da Assembléia, o secretário disse que o sistema de caixa único não facilita a sonegação e negou que existiu ou exista qualquer favorecimento à Daslu. "Apenas cumprimentei a Sofia [quando ela esteve na sede da secretaria]", disse Guardia, ao ser questionado ontem pelo deputado Renato Simões (PT-SP) sobre o suposto favorecimento.

"Os líderes da bancada do governo negavam a presença da filha de Alckmin na Fazenda. O secretário, por sua vez, confirmou a sua ida. Isso significa que houve uma tentativa de a Daslu usar o nome da filha do governador para agilizar a tramitação do processo do caixa único", disse Simões.

Um dia antes do depoimento do secretário, o TCE informou aos deputados da comissão que não podia revelar detalhes da auditoria porque as informações são protegidas por sigilo fiscal. Isso foi dito aos deputados após encontro do secretário com o conselheiro do tribunal, segundo informou Simões.

"Conversamos rapidamente. Não falamos sobre a auditoria", disse Guardia, ao ser questionado pelo deputado. Quando Simões perguntou se Guardia havia solicitado ao TCE que não divulgasse os dados da auditoria, o secretário respondeu que apenas obedecia ao Código Tributário, que determina sigilo de dados fiscais.

Os deputados da oposição questionam ainda o fato de a Fazenda paulista ter colocado 70 agentes para fiscalizar as operações comerciais da loja um mês depois de a Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público Federal terem realizado a Operação Narciso, que investiga suposta prática de subfaturamento nas importações.

Em seu depoimento, Guardia informou que a Daslu estava sendo investigada pelo fisco paulista desde a metade do ano passado e que essa fiscalização já resultou em um auto de infração. Não revelou o valor. "No final de 2004, os fiscais entenderam que era preciso ampliar a fiscalização e, em 13 de janeiro deste ano, notificamos a Daslu. Estamos agora trocando informações com a Receita Federal e a Polícia Federal para aprofundar a fiscalização."

O secretário repetiu várias vezes durante seu depoimento que "não houve concessão de privilégios" à Daslu e que o regime especial concedido à loja -13 lojas trabalham dentro da Daslu pelo sistema de caixa único- "é um avanço na administração tributária e no sistema de controle" do fisco. "Não houve nenhum afrouxamento na fiscalização." Segundo ele, por ser um caixa único, a fiscalização é mais rápida e eficiente, diferentemente do que entende a bancada do PT.

Para o deputado petista, esse sistema é frágil porque não "registra toda a movimentação das vendas das lojas aderentes". Segundo Simões, isso foi constatado pela recente fiscalização da Fazenda.

A Folha apurou que a Secretaria da Fazenda não fiscalizava a Daslu porque, quando comparada com outros estabelecimentos comerciais, a loja fazia parte da lista dos que mais pagavam ICMS.

Nós cálculos da Fazenda paulista, quem paga o equivalente a 5% do seu faturamento bruto em ICMS é um ótimo contribuinte. No caso da Daslu, esse percentual beirava 9% no período de outubro de 2002 a setembro de 2003.

Considerando os vários setores do varejo, o que estaria mais próximo do índice da Daslu, segundo a Folha apurou, é o de calçados e couro -o valor pago de ICMS equivale, em média, a 6,1% da receita das lojas. Um dos menores índices é o registrado pelo setor de supermercados, de 0,83%, no qual a fiscalização é mais intensa.

Comentário: Ai o leitor do Blog pode pensar: Mas o que o editor quer mais, já não foi publicado? Não, incauto leitor! Imprensa não é só conteúdo. É também forma. Sobre isso veja a NOVAE. Caso ache que estamos exagerando, afinal esse Blog tem linha editorial(?) favorável ao petismo (não negamos), veja o que diz o Observatório da Imprensa sobre o 7 de setembro e a cobertura fotográfica (capa de, pelo menos, um jornal: Estadão). Caso ainda achem que estamos em campanha favorável ao governo Lula (estamos mesmo!!) vejam o que este Blog publicou no dia 27/7, antes da 'crise' ter tomado os contornos atuais, também 'copyleftado' do Observatório da Imprensa, com o título: "A inexorável desconstrução de Lula"[aqui ou aqui].

Não creio em bruxas (ops, golpe), mas que ele(as) existe(m)... existe(m)!!!

postado por: NOOS 9/15/2005 04:52:44 PM



SEVERINO E OS ÍNDIOS

Por CARLOS HEITOR CONY


RIO DE JANEIRO - A concorrência da mídia em vencer a disputa de quem está mais enojado com o presidente da Câmara chegou ao ponto de decretar Severino um cadáver, seja ou não provada a propina que teria recebido, propina já promovida a extorsão.

Severino veio ao mundo, parece que em 1930, já destruído politicamente, sem condições de afirmar que dois e dois são quatro. Independentemente das provas definitivas, grande parte da mídia já decretou que ele cometeu um ato que exige a perda de seus dois mandatos, o de presidente da Câmara e o de deputado.

Provada ou não a denúncia, ele é, "ex officio", um criminoso que merece cadeia, com a seqüela macabra de ser baixado à sepultura ou por conta própria ou por consenso das vestais da política e da mídia. Um espetáculo que mereceria cobertura nacional.

Do meu ponto de vista, não somente as provas contra ele mas a defesa que ele faz de si mesmo não são ainda convincentes. O que me espanta é a certeza fanática de que Severino é culpado. Não apenas no caso do restaurante. Mas por ter nascido -um fato que até agora nem ele nega.

Compreendo a repugnância que a oposição e a mídia têm contra ele. Seria o caso de tornar a repugnância numa cruzada pela desobediência civil, convocar as forças vivas da nacionalidade, as reservas morais da nação para depor Severino e, com ou sem a aprovação do próprio, sepultá-lo em nome da decência e da ecologia espiritual do povo brasileiro.

Lembro as campanhas do antigo partidão, que defendia causas que me pareciam melhores. Pregavam a desobediência civil em nível de revolução. Nos manifestos distribuídos à nação, até os índios eram convocados. As palavras de ordem sempre terminavam com uma série de "vivas": Viva o Guia Genial dos Povos! Viva o Proletariado Internacional! Vivam os índios!

Convoquem-se os índios.

Comentário: A imprensa investiga, processa e condena ao seu prazer. Basta olhar e não gostar. Estamos 'ferrados', pois se os criticamos (imprensa e jornalistas vendidos) somos reacionários e fascistas, se deixarmos como está viveremos a ditadura do pensamento único e da elite "carcomida" paulistana, capitaneada pelos tucanos (sejam eles de direita, centro ou esquerda': Alquimim, FHC, Serra). O Próximo post mostrará como a imprensa trata os 'pequenos' deslizes do tucanato. XÔ SATANÁS!!!

postado por: NOOS 9/15/2005 04:33:38 PM



PERALÁ, POIS AGORA EU VOU FALAR

Alguém neste país precisa dizer umas coisas ao torto e à esquerda.

Por Miguel do Rosário

Recentemente, a mídia caiu de pau em cima do Lula, entrevistando historiadores de baixo calibre, pelo fato dele ter se comparado a Vargas, a Jango, e a JK; políticos que viveram crises políticas terríveis em seus respectivos mandatos. Repetiu-se, à larga, que era um absurdo Lula comparar-se a esses "grandes". Peralá. Ninguém nega a importância desses três para a história nacional, mas Vargas foi um ditador que por pouco não se aliou à Alemanha nazista e prendeu, torturou e matou milhares de militantes políticos, inclusive o doce e sereno Graciliano Ramos.

Peralá. JK vendeu o país às petrolíferas estadunidenses, ao desmantelar todo o sistema ferroviário nacional, fator até hoje considerados um dos maiores desastres históricos do país: nos amarrou a um modelo absurdo de infra-estrutura para um país continental como o Brasil. Lula, quando assumiu, prometeu construir ferrovias, mas percebeu que fazer trem e linhas férreas, começando quase do zero, requeria investimentos enormes inalcançáveis no momento ao Brasil. Eu também sempre achei que construir trem era relativamente barato e fácil, mas fiz umas pesquisas e constatei que, de fato, cada metro de linha férrea custa milhares de dólares.

Por isso, será a China quem vai bancar o nosso trem, a partir de 2006 ou 2007, através das PPPs.

Outra do JK: foi ele que deu início à nova fase de endividamento externo do país. Brasília foi uma beleza, disso ninguém duvida. Mas na época ele era amaldiçoado pelas esquerdas por torrar todo o Tesouro Nacional ali, e ainda pedir emprestado lá fora, deixando o resto do país à míngua.

Peralá. Jango também foi importante, quis fazer as reformas e tal, mas todo mundo sabe que ele era muito mais de falar do que fazer. Mesmo o Darcy Ribeiro e Paulo Freire ficaram amarrados, sem conseguir deslanchar seus projetos. Além disso, foi bobo, irresponsável, não soube enxergar o golpe que se tramava debaixo de seu nariz, e que iria lançar o país nas trevas por 20 anos. A única coisa que Jango fez de "grandioso" foi casar com a filha de um latifundiário.

Outra coisa, nunca votei no PT por causa de ética que o partido propalava. Votei porque sabia que o Serra ia implantar a Alca, privatizar a Petrobrás a preço de banana (assim como fizeram com nossa saudosa Vale do Rio Doce); o mesmo Serra que hoje privatiza o uniforme escolar das crianças paulistanas. Sempre soube que o PT não era partido de santo; não existem santos em partidos; e já alertava para o fato de que, subindo ao poder, o deslumbre era inevitável.

Reuniãozinhas e panfletinhos

Com o PSDB no poder, nunca teríamos a oportunidade de vivenciarmos essa crise de agora, nunca teríamos acesso aos bastidores sombrios do poder, nunca o processo eleitoral seria questionado. Essa crise é importante, porque toca no nervo principal da democracia: a eleição. Sim, porque é preciso ganhar a eleição, porra! Agora, que apareceu esse lado podre da eleição, tem gente achando que o PT se vendeu por um "projeto de poder". Ora, se não é para atingir o poder, para que serve a merda de um partido? Para fazer reuniãozinha na sexta-feira no Buraco do Lume, ouvindo o Chico Alencar protestar contra as privatizações?

Para distribuir panfletinhos na Estação da Luz com barriga vazia e sovaco fedorento? Critica-se a estratégica "eleitoreira" do PT, e cai-se no mesmo erro: qual o sentido de um partido senão o de ganhar eleições para representar o povo que o elegeu?

Parte da esquerda mostra uma grande nostalgia do tempo em que era apenas festiva, e ser do PT significava dançar e fumar um baseado em festinhas do Jardim Botânico, ou Vila Madalena, ou seja lá onde for. Agora, que ser do PT é assumir responsabilidades, sofrer ataques diários da imprensa, tomar decisões graves e, naturalmente, também errar, agora que chegou o tempo "dos fortes", como bem disse Tarso Genro, eles não querem mais ser do PT, e saem correndo com o rabo entre as pernas; tornam-se "petistas arrependidos"; e praguejam contra o PT por todos os brochinhos que comprou. Vão até para o PDT, como recentemente o professor Buarque. Sim, é o momento dos fortes.

É risível a comparação da Veja e do Globo de Lula com Collor, esquecendo que foram eles os maiores apoiadores da quadrilha de PC Farias. O Marcos Valério fez escola dentro do PSDB, arrecadando dinheiro para o Eduardo Azeredo na campanha de Minas Gerais, está provado e assumido pelo próprio Azeredo, em uma cena patética na TV. Valério era sócio dum figurão do PFL, também está provado, documentado e assumido. Os contratos de Valério com o governo federal têm quase 20 anos, tendo se ampliado muito no governo FHC. Continuou crescendo com Lula, até que estourou a crise. Ou seja, essa mamata de 20 anos vai finalmente terminar. Quando? No governo Lula, cujos órgãos de investigação vinham farejando os rastros de Jefferson até que, este, percebendo o fim próximo e aproveitando-se da grande mancada de Lula (falar que dava um cheque em branco pra ele), resolveu partir pro ataque. Jefferson está desmoralizado. Descobriram que a corrupção que havia nos Correios era mesmo para o PTB. O erro principal de Lula e do PT foi achar que ainda corria um pouco de sangue político no PTB, e não apenas sangue verde de cobra viciada em dinheiro.

Sobre os críticos da esquerda que atacam Lula agora são os mesmos que sempre o atacaram. Só deixaram de atacá-lo na época de eleição, em que havia um irresistível clamor popular pela eleição de Lula, e depois em 2004 e início de 2005, quando o crescimento econômico e a geração de emprego foi um tremendo cala-boca.

Bornhausen e PSTU

Merval Pereira, o sofista-mor de O Globo, só fala em impeachment. Agora, encontrou uma tal de professora norte-americana que fala de impeachment na América Latina, e fica transcrevendo trechos do livro dela. A tentativa de produzir manifestação popular contra Lula é patética. No jogo do Brasil, havia lá uma família, com três ou quatro crianças segurando as letras "Fora Lula" e foi capa de todos os jornais; caricatural. No 7 de setembro, falou-se Lula foi vaiado: e mostra a cena na qual, curiosamente, não se escuta vaia nenhuma.

Apurei o ouvido e nada: talvez um uuuuh baixinho lá no fundo, provavelmente de algum furioso do PSTU; militantes que não sabem fazer outra coisa a não ser ficarem furiosos, cuspindo quando debatem, cada vez mais parecidos com o Jorge Bornhausen. Ora, tenham dó, o "fora todos" dessa turma é de um primitivismo político digno de comédia de Miguel Falabella.

Não é só no Rio, o UOL, da elite paulistana, mantém em seus quadros uma "cientista" chamada Lucia Hippolito, primor de manipulação e desrespeito ao pensamento esclarecido. Está presa a uma casa mental em que cisma que o Lula é o "pior dos mundos" e o "mercado" é tudo de bom. Para quem não sabe, "casa mental" é um estado psíquico, onde o paciente nega-se a enxergar fora de determinada realidade, que só ele cria. No caso de dona Lúcia, ela enxerga coisas tão absurdas que não é necessário, para o leitor da Novae, nem comentários. A casa mental da dona Lúcia está ajoelhada nos interesses sórdidos do UOL, e sua família, que não se conformam com a vitória de um operário do ABC, contra a "intelligentia" do jardim Europa. Uma das mais recentes da Dona Lúcia: "Acho que o presidente Lula encontrou em Severino quase uma alma gêmea. Lula está muito isolado, afastado... Severino e ele têm a mesma origem, são pessoas simples, que se entendem." (sic). Faça-me o favor, Dona Lúcia. Comparar Lula e sua história com Severino "mensalinho", cria do PSDB, é caso de processo. É chamar a todos nós de idiotas.

Falam que o governo Lula não tem projeto: ora, não tem porque eles não querem, porque não querem ver nada. Queriam Lula no alto de um palanque praguejando contra os Estados Unidos, como Chávez? Isso seria projeto? Ora, a Venezuela só tem petróleo e o Tio Sam é obrigado a engolir o Chávez porque precisa do petróleo deles, ainda mais nesse momento, em que brinca de guerra no Oriente Médio. O Brasil vende os mais diversos produtos para mais de cem países, o que o obriga a seguir um certo padrão internacional, em termos macro-econômicos(leia-se política fiscal austera), ou melhor, faz com que seja mais interessante para nós agirmos assim do que não. Ah, sim, se Lula decidisse prosseguir o desmonte do Estado iniciado por FHC, isso seria "projeto de governo'.

E o software livre, não é projeto? Aliás, sobre isso, com alívio leio notícia na Agência Brasil que a Ministra Dilma Roussef enquadrou o Hélio Costa, que andou fazendo algumas declarações que causaram temor na comunidade do software livre. Os funcionários responsáveis já declararam que o software livre continua sendo uma prioridade do governo. Oxalá continue assim. Pressionemos. Vigiemos.

A campanha pelo desarmamento, tão criticada pela direita, não é projeto? O Estatuto do Idoso, não é projeto? O aumento real do salário mínimo, não é projeto? A parceria com a China, Ìndia e países da África e oriente médio, não é projeto? A integração latino-americana, não é projeto?

E o apoio à agricultura familiar, não é projeto? Isso sim é reforma agrária: dar financiamento aos pequenos produtores, comprar a produção deles, garantir o preço mínimo, coisa que os grandes sempre tiveram, e que somente agora, depois de 500 anos, está chegando aos pequenos agricultores, os quais respondem por 70% da produção de alimentos no país. Só isso, se o governo Lula não tivesse feito mais nada, já valia o seu governo.

Se é bom, não é Lula

Afinal, que porra de PROJETO de governo que tanto cobram? Ah, já sei, queriam que o Lula lançasse um decreto assim: "a partir de hoje todos os brasileiros terão direito a um salário três vezes superior ao que ganham hoje; ninguém mais ficará doente ou deprimido; os bares serão desapropriados pelo governo e a cerveja será gratuita; os hospitais públicos serão reformados em 48 horas. Prefeituras e estados não precisam mais fazer nada, podem roubar à vontade, o governo federal se encarregará de tudo. Os impostos para classe média e empresários serão zerados. Os bancos serão atacados pelo governo, quebrarão, afinal ninguém suporta mais saber que os bancos têm lucros recordes. Então, falência neles! O governo, através do Tesouro Nacional, restituirá cada centavo depositado a cada cidadão, mais mil reais de brinde". Todo mundo ia ficar feliz, ainda mais depois que for aprovada a legalização e distribuição gratuita de maconha. Todos em casa, sem trabalhar, fumando um e vendo o William Bonner anunciar essas notícias maravilhosas.

Chega o Jô Soares e suas peruas da quarta-feira e elogiam o trabalho do Ministro da Justiça e do Pallocci, como se eles não fizessem parte do governo Lula. É assim: tudo que é bom, para eles, não faz parte do governo Lula.

O triste é que, desde 2003, após a posse de Lula, colocaram a pecha de neo-liberal no Pallocci e na política econômica, como forma de desconstruir Lula junto à esquerda. Quase conseguiram. E agora, com a crise, colhem os louros da estratégia. Os mesmos que criticaram a política econômica em 2003 mas calaram a boca em 2004 e início de 2005, com a retomada vigorosa do crescimento e do emprego, voltam agora a atacar a política econômica.

O PSTU chega ao cúmulo de continuar gritando "Fora FMI", mais de um ano depois que o governo Lula RASGAR (com toda elegância) o contrato com o FMI. Continua o superávit primário e os juros altos, tudo bem, também sou contra. Todo mundo é contra juro alto: até o Lula e o José de Alencar são contra. Mais dia menos dia, aqueles "retardadados" do Banco Central (conforme expressão de Maria da Conceiçao Tavares) vão tomar vergonha na cara e baixar os juros. Sobre o superávit, o culpado não é o Lula, o culpado é o FHC, que decuplicou a dívida interna, entregando pro Lula um abacaxi que está chegando a 1 trilhão de reais. C'est la vie, mon amie. Os caras tão fazendo o possível: reduziram a dívida externa a um mínimo; voltaram a captar emitir títulos públicos no exterior, a juros menores e prazos longos, de forma que o governo está conseguindo, pela primeira vez, financiamentos não-extorsivos lá fora. A tendência é aumentar, essa seria uma das lógicas para manter o superávit: ter credibilidade para pegar dinheiro lá fora.

O que é isso, companheiro?

Falta falar do Gabeira, que virou papagaio de madame, xodó do Jô e da Hebe Camargo, ídolo das lourinhas turbinadas da Mackenzie de São Paulo. Aqui no Rio, apoiou o César Maia, da ala mais reacionária do PFL, que só pensa em espancar camelô, escrever em seu blog contra o governo federal e sonhar com a presidência e o momento glorioso de transformar o Brasil num bordel luxuoso de um Estados Unidos decadente. Se pelo menos tivesse uma política voltada para o turismo, mas o pior é que nem isso... Bornhausen fala que o Lula não gosta de trabalhar, mas quem não gosta é o César Maia.

Tem outras coisas ainda que não entendo: por que a missão brasileira no Haiti é tão criticada? Trata-se de uma missão da ONU, votada por toda a comunidade internacional, com o objetivo de evitar uma guerra civil no país. Quem viu o filme Hotel Ruanda ou acompanhou as guerras civis na África sabe como é terrível uma guerra civil. Foi muito importante o Brasil chefiar a missão, quebrando a tradição de ser sempre os Estados Unidos a liderarem intervenção militar na América Central. O exército brasileiro sabe respeitar o povo haitiano e foi crucial durante as inundações que o país sofreu, ajudando a manter a ordem e a distribuir os alimentos.

Não importa que o presidente tenha sido deposto por segmentos aliados ou não aos EUA, o que interessa é que o país precisava de apoio internacional para manter a ordem social, evitando o risco de genocídios. Sem contar que o Brasil é o maior defensor de que a comunidade internacional ponha dinheiro no Haiti para fomentar o desenvolvimento econômico do país. Lula em pessoa, em conferência internacional, pediu dinheiro para o Haiti.

Voltam até a falar no gasto com o Aerolula. Aí é demais. A própria Força Aérea já divulgou que a compra do Aerolula representou na verdade uma economia, pois aquela lata velha de antes gastava tanta gasolina que, em alguns anos, consumiria o equivalente ao preço de um avião novo. Além do mais, era uma lata velha perigosa: queriam ver uma comitiva de presidente, parlamentares, jornalistas, diplomatas, caindo no Atlântico? Seria uma ótima notícia para a imagem internacional do Brasil, sobretudo se considerarmos que somos um dos maiores exportadores mundiais de aviões... É muita mesquinhez.

A hora é de apoiar Lula e colaborar com a reconstrução do PT, único partido com força política suficiente para fazer frente ao PSDB e PFL. Depois que o PSTU conseguir eleger pelo menos um vereador em algum lugar do país, obtendo assim um mínimo de reconhecimento político e respaldo popular, pode querer apitar em alguma coisa. Sobre revolução, acho que, diante da atual conjuntura brasileira, a única revolução que presta é ler um bom livro, apoiar o software livre e agricultura familiar, produzir (e anunciar em) sites como a Novae e ter dez reais no bolso para tomar uma cerveja e comer um PF.

O Brasil precisa de boas escolas públicas e melhores hospitais, isso sim, coisa que o PSDB de São Paulo, Geraldo Alckmin, está longe de fazer. O resto é totalitarismo já tentado e fracassado. Votarei em Lula novamente em 2006 e espero que os projetos importantes de educação e saúde sejam finalmente implantados em seu segundo governo; se não forem, ai sim ingressarei na oposição e vamos procurar um cara melhor para 2010. Agora, não sou eu que vou entregar o ouro para ACM Neto ser o novo ministro do Planejamento e o Bornhausen, ministro da Saúde, coisa que, pelo jeito, a extrema-esquerda quer com todas as suas forças, visando produzir uma saudável (a seu ver) turbulência social, que é o mais próximo de um ambiente revolucionário que a extrema esquerda tem condições de provocar. Turbulência essa que, naturalmente, seria feita às custas da fome do povo, que não é funcionário público e não pode filar uma bóia na casa da mãe (até porque é ele quem sustenta a mãe).

Do outro lado do espelho, os espectros direitistas dessa extrema-esquerda são o movimento "Basta" entre outros, liderados pelas distintas madames dos bairros nobres. São os sucedâneos da obsoleta TFP, que já estão botando suas asinhas de fora... como fizeram tão bem naquele fatídico abril de 64, quando as boas famílias do Rio e São Paulo fizeram passeatas contra Jango e a favor do golpe militar. Não se esqueçam que um dos lemas do golpe era "acabar com a corrupção".
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Miguel do Rosário é escritor, colunista da Novae, editor de Arte & Política. Escreve para o blog: HELL BAR. Miguel do Rosário lançou em março de 2005 o livro Contos para ler no Botequim, disponível no site do escritor.

postado por: NOOS 9/15/2005 10:42:27 AM



Sexta-feira, Setembro 09, 2005

MUDEI O TEMPLATE!!!

Deu na 'gana', estava com vontade... Está mais que na hora de mudar!!!

Espero que daqui pra frente tudo mude. O PT, o governo, os políticos... Enfim, o povo... O Brasil!

postado por: NOOS 9/9/2005 05:37:43 PM



Sexta-feira, Setembro 02, 2005

"A CASA CAIU?"

Debate sobre a 'crise política' organizado pelo mandato da vereadora Soninha, com a participação de Mino Carta (editor da Carta Capital), Claudineu de Melo (Professor de Direito da Universidade Mackenzie e Diretor da Escola de Governo) e Xico Sá (jornalista).

"Quando o meu time, que é o Palmeiras, se esforçou muito para fazer uma campanha em 2002, meu diretor de jornal na ESPN, no meio do trabalho, levantava a cabeça e gritava 'vergooooonha'.

"É um pouco como os petistas têm gritado por ai", dizendo que vê, no PT, "gente perplexa, arrasada, deprimida, furiosa, e às vezes orgulhosa de algumas coisas, alguns rumos, algumas indicações" [leia a transcrição do debate clicando aqui]

postado por: NOOS 9/2/2005 03:00:37 PM




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